segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Birmânia: Genocídio Desconhecido


“O mundo precisa saber sobre o genocídio que está acontecendo hoje na Birmânia”.
Patrick Klein, Vision Beyond Borders

Patrick Klein, que retornou recentemente ao Estados Unidos vindo da Birmânia e da Tailândia, afirmou à VdM que mais de 500 mil pessoas foram assassinadas em Burma (também conhecida como Mianmar) nos últimos 30 anos e o mundo desconhece isso.

Ainda, de acordo com Patrick Klein, mais de 3 mil e 300 aldeias foram queimadas até o chão pelo exército birmanês e milhares de crianças perderam os pais em ataques brutais pelos soldados birmaneses. Cerca de 1 milhão de refugiados birmaneses fugiram pela fronteira para a Tailândia, onde eles esperam na incerteza. A qualquer momento eles podem ser enviados de volta para a Birmânia para enfrentar a morte certa.

Mesmo os campos de refugiados na Tailândia não estão a salvo de soldados birmaneses. Eles freqüentemente vão até um raso rio, que separa a Tailândia da Birmânia, para colocar veneno nas águas do rio para envenenar os refugiados.

Os generais que governam o lado tailandês trabalham em conjunto com a junta militar da Birmânia ganhando em troca a chance de se tornarem ricos por meio do comércio ilegal de drogas.

Patrick disse que o genocídio é tanto uma limpeza étnica e uma reação contra os movimentos pró-democracia na Birmânia, mas também tem uma característica especificamente anticristã. Quando o cabeça de um monastério perguntou aos soldados se deveria advertir os monges budistas a deixar uma área de conflito, o soldado respondeu: “Não, não vamos prejudicar os budistas. Estamos apenas contra os cristãos."
Um grupo minoritário fortemente atacado é o povo Karen. Representam hoje cerca de 40% das pessoas cristãs. Um oficial birmanês corajosamente declarou recentemente: “Em breve não haverá cristãos nesta nação. Você só será capaz de ver uma pessoa Karen em foto ou museu”.

Em meio a esse horror, Deus está a trabalhar em Mianmar. Muitas pessoas estão confiando suas vidas a Deus. Um dos crentes foi longe para dizer a Patrick: “Sem esse genocídio, talvez este culto não estaria acontecendo, e as pessoas não viriam a Cristo”.

Patrick disse que ficou muito triste e horrorizado com as condições nos campos de refugiados birmaneses que ele visitou. Ele ouviu muitas histórias de sofrimento, mas o que mais chamou sua atenção foi um culto entusiasmado por um grupo de 86 órfãos que são cuidados por um pastor batista. “Tivemos um culto de adoração das 4 da tarde até 9 da noite. Uma hora depois, às 10, as crianças voltaram e perguntaram se nós poderíamos ir adorar! Eles têm pouca felicidade em suas vidas, mas o que eles têm é a alegria do Senhor “, disse Patrick.

Um comentário:

  1. DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA...



    "As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
    têm direito inalienável à Verdade, Memória,
    História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado



    O MASSACRE APAGADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA


    No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi o MASSACRE praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato "JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA", paraibano de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.



    O CRIME DE LESA HUMANIDADE


    O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.


    A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS


    Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, por isto a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos



    A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO


    A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.



    AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5


    A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;



    A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA


    A SOS DIREITOS HUMANOS, igualmente aos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.


    QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA


    A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes do "GEOPARK ARARIPE" mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?



    A COMISSÃO DA VERDADE


    A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e que o internauta divulgue a notícia em seu blog/site, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.


    Paz e Solidariedade,



    Dr. Otoniel Ajala Dourado
    OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
    Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
    Membro da CDAA da OAB/CE
    www.sosdireitoshumanos.org.br
    sosdireitoshumanos@ig.com.br

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